Michel Nirenberg

Bio


sax player

Carioca da gema, o saxofonista e compositor Michel Nirenberg, desde sua vinda aos EUA em 2012 vem construindo sua carreira com destaque na cena musical jazzística de Washington D.C. Tendo se apresentado em diversos festivais e vencido diversos concursos de jovens solistas no Brasil, ele chegou aos EUA com um destacado currículo, tendo se graduado com louvor em seu bacharelado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 2014, concluiu o mestrado em música pela James Madison University, onde além de professor assistente atuava regularmente como saxofonista. Muito antes de formar-se porém, já se apresentava com músicos de alto nível de ambos países.

Vindo de uma família de músicos, Nirenberg estudou música desde a infância. Se tornar um músico era o caminho natural em sua vida. Violista, seu pai atua na Orquestra Sinfônica Brasileira no Rio de Janeiro e é professor de música de câmara da UFRJ. Sua mãe, além de talentosa pianista, atua hoje como professora. Seu avô paterno, Jaques Nirenberg, além de médico era um respeitado violinista membro do Quarteto Brasileiro da UFRJ, que por mais de 5 décadas se apresentou nas principais salas de concerto ao redor do mundo, incluindo Carnegie Hall em Nova York e Library of Congress em Washington D.C. Michel ainda estudaria piano, violino e violão clássicos antes de escolher o saxofone por volta dos 15 anos, sendo o instrumento um presente de seus pais.

Seu estilo musical pode ser considerado como música instrumental brasileira contemporânea. O álbum que está lançando demonstra uma fascinante riqueza de influências destacando-se o choro, primeiro estilo urbano brasileiro de música instrumental. Caracterizado por seu virtuosismo, improvisação e sutis modulações, choro é também um ritmo marcado por síncopes e contrapontos, e Nirenberg nos demonstra com habilidade sua inovadora interpretação. No mesmo álbum ainda atua tocando straigh ahead jazz e faz uma inesperada mudança na faixa bônus para o avant-garde.

Durante boa parte de sua educação musical, suas principais influências vieram do repertório de música clássica, tendo somente mais tarde imergido em diversos estilos de jazz e música brasileira (choro, samba, baião, maracatu), onde foi muito influenciado por mestres como o multi-instrumentista Hermeto Pascoal e o violonista/pianista Egberto Gismonte.

Retrato (Portrait) é seu primeiro trabalho como líder. Nele, Michel apresenta os virtuosos músicos brasileiros Leonardo Lucini no baixo, e seus irmãos Alejandro Lucini na bateria e percussão e Bruno Lucini na percussão, além do grande violonista Rogério Souza. Completam o dream team de reputação internacional o talentoso pianista americano Alex Brown e o violonista argentino Dani Cortaza.

Nirenberg é um dos fundadores da Banda Filarmônica do Rio de Janeiro, com quem se apresentou como solista em 2012. Ele também atuou com a Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem, interpretando solos do repertório de saxofone clássico, além de também ter atuado como solista em Porto Alegre e no Rio de Janeiro com a Orquestra de Câmara Fundarte, Orquestra Sinfônica da UFRJ e UFRJazz Ensemble.

Sua jornada aos EUA teve início no Brasil com o Concurso Jovens Músicos-Música no Museu. Após diversas etapas de competição com talentosos músicos de todo o país, Nirenberg ganhou o segundo lugar e a oportunidade de estudar na James Madison University em Harrisonburg, Virgínia, com uma bolsa integral. Em 2014, concluiu seus estudos do mestrado em performance-saxofone.

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